Família de Mamborê se destaca na produção de doces - Mais FM 100.5.

Com a ajuda do Pronaf, em 2011, o casal investiu na construção de um espaço próprio para produção, atendendo os padrões sanitários específicos da nova atividade.

As agroindústrias familiares estão presentes nas diferentes regiões e realidades do nosso estado, mesmo onde há forte vocação na produção primária como grãos, leite ou carnes.

Ela tem sido uma alternativa viável para as pequenas propriedades, pois agregam valor aos produtos primários, criam oportunidades de trabalho e geram renda, podendo tornar-se, em muitos casos, a principal fonte de
renda da propriedade rural, como é o caso dos produtores Elizeu e Ivone Queiroz, proprietários da agroindústria Mamborê Produtos Artesanais, no município de Mamborê, região de Campo Mourão, no centro oeste do estado. Uma
história de lutas, dedicação, perseverança e muita vontade de vencer.

A aproximadamente onze anos atrás, a família necessitava urgentemente de uma nova atividade geradora de renda, pois perdera sua única fonte de sobrevivência até aquele momento. Não haviam recursos para empreender em outra
atividade. Tudo o que possuiam era 3,0 ha de terra arrendados e nenhum equipamento ou maquinários próprios. Após uma colheita de abóbora, decidiram transformá-la em doces e vender aos amigos. Foi quando um deles sugeriu que comercializassem seus doces na Feira do Produtor e o casal identificou neste conselho uma oportunidade de recomeço.

A esposa que já havia feito alguns cursos de transformação de frutas, conservas e outros na área de transformação de alimentos, começou a produzir diversos doces e compotas de frutas. Nesta época, surgiram as grandes feiras da agroindústria no
estado, onde com o apoio da Emater-Paraná, hoje IDR- Paraná e Prefeitura Municipal, aumentaram e diversificaram sua produção para comercializar seus produtos em todo estado.

Da experiência de comercialização em grandes eventos, veio a constatação de que era preciso inovar e, a cada passo, lançar produtos inéditos ou, pelo menos, oferecer algum diferencial de qualidade ou sabores. Nesta linha,
surgiram a produção das frutas cristalizadas, como a casca de laranja, logo evoluindo para outras opções como o gengibre, chegando ao lançamento de produtos únicos, como a pimenta cristalizada.

Desde o começo, a preocupação sempre foi com a qualidade em todas as fases do processo produtivo, optando por produtos feitos da forma mais artisanal possível, com frutas da estação, preparo em fogão à lenha,
usando receitas tradicionais da família e, princialmente, com uso reduzido de açúcar, para que o sabor das frutas ou legumes fosse bem acentuado e atendesse aos apelos de saudabilidade, tendências tão comuns em nossos dias.

Esses fatores foram determinantes para o aumento das vendas e, por consequência da renda da família, afirma o Sr. Eliseu, que participou das últimas sete edições da Feira da Agroindústria Familiar no Show Rural Coopavel.
Com a ajuda do Pronaf - Programa Nacional de Apoio à Agricultura Familiar – e, mais uma vez, da Prefeitura Municipal, no ano de 2011, o casal investe na construção de um espaço próprio para produção, planejado para
qualificar ainda mais a produção, atendendo os padrões sanitários específicos da nova atividade.

E com a demanda crescente por seus produtos, especialmente nas grandes feiras do estado e, até mesmo fora dele, teve início os
investimentos na identidade visual dos seus produtos, como forma de valorização e marketing. Novamente, o IDR-Paraná pôde dar importante contribuição, prestando orientações técnicas quanto ao tipo de embalagem e,
principalmente, na confecção dos rótulos, adequando-os a legislação vigente, afirma o extensionista Luiz Vanderley, do IDR-Paraná.

Banana, mamão e manga desidratados, fazem parte do mais novo rol de lançamentos da agroindústria, fruto do investimento em mais uma linha alternativa de produtos saudáveis, muito procurados pelos consumidores. A
agroindústria que nasceu tão pequena, tem capacidade de produção de 3000 unidades/mês, entre vidros de doces, geleias, compotas, pacotes de frutas cristalizadas e desidratadas, comercializados em diversos muncípios paranaenses e em outros estados, como Mato Grosso.

Quando pergunto ao Sr. Elizeu sobre quais fatores contribuíram para o sucesso do seu negócio, ele responde: “Persistência, determinação, inovação, preço justo e trabalho em família”. E ao final, a Sra. Ivone deixa a seguinte mensagem à novos empreendedores: “Seu produto é único, no sentido de que ninguém faz igual a você, mas sempe é possível fazê-lo melhor”. “Nunca desista, procure sempre capacitar-se e não tenha medo de inovar. Força, foco e fé”, ela conclui.

Fonte: Unidade de extensão rural do Idr-Paraná-instituto de desenvolvimento rural do Paraná-Iapar/Emater.

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