Voluntários da CoronaVac em Curitiba não apresentaram reação adversa grave.

Os estudos foram encerrados no último dia 30 de outubro.

Redação Bem Paraná com assessoria

Um dos 12 centros brasileiros onde a vacina CoronaVac é testada em voluntários, Hospital de Clínicas (HC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) afirmou, na última terça-feira, 10 de novembro, que nenhum dos 1,4 mil voluntários participantes do estudo em Curitiba apresentou reação adversa grave. Os estudos foram encerrados no último dia 30 de outubro, ainda de acordo com o HC, e foram divulgados um dia depois do anúncio da suspensão dos ensaios clínicos da fase 3 do imunizante pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na última segunda-feira, 9 de novembro.

Como na data, todos os 1,4 mil voluntários do HC já tinham recebido as duas doses previstas, a medida da Anvisa não teria alcance. A fase das aplicações terminou no dia 30 de outubro. Os participantes seguem sendo acompanhados,  e segundo o HC até o momento, não foi registrado nenhuma mudança no padrão de casos e eventos adversos.

A Anvisa, que é a responsável governamental por validar a segurança das vacinas, anunciou a interrupção dos testes da substância – produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, de São Paulo – depois do relato de uma morte, no dia 6, de um voluntário de 33 anos na capital paulista. A empresa chinesa e o Butantan negam qualquer relação dos óbitos com os testes. Segundo a Polícia Militar de São Paulo, a hipótese mais evidente para a morte do voluntário é suicídio.

Em outubro, levantamentos parciais apontaram a CoronaVac como uma vacina segura. Dos 9 mil voluntários brasileiros da área da saúde acompanhados, com idades entre 18 e 59 anos, apenas 35% desses tiveram reações adversas leves após a aplicação da vacina, como, por exemplo, dor no local da aplicação ou dor de cabeça.

Ensemble em teste

A suspensão dos testes da CoronaVac foi determinada pela Anvisa no mesmo dia em que a farmacêutica estadunidense Pfizer afirmou que sua vacina contra o coronavírus atingiu 90% de eficácia. O imunizante, que deve se tornar o oficial do governo dos Estados Unidos, não é testado em Curitiba, assim como a da candidata da Universidade de Oxford e da AstraZeneca.

Na capital paranaense são conduzidos, até o momento, os ensaios da fase 3 de dois dos quatro imunizantes contra a Covid-19 analisados no Brasil. Além da CoronaVac, também começaram, na última quarta-feira (4), os estudos da candidata do laboratório Janssen-Cilag, a Ensemble, cujos testes também já foram interrompidos mundialmente e posteriormente remados.

Ao contrário da vacina da Sinovac, testada no HC, a Ensemble não é de duas, mas de uma dose. Serão ao todo 7 mil brasileiros imunizados. Na capital paranaense, os ensaios são conduzidos no Centro Médico São Francisco, e o hospital de referência é o Nossa Senhora das Graças. 

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