Servidora do Cras de Planalto é investigada por suspeita de emissão e uso indevido de cartão 'Comida Boa' do governo estadual.

  • 09/11/2023
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Servidora do Cras de Planalto é investigada por suspeita de emissão e uso indevido de cartão 'Comida Boa' do governo estadual.

Uma servidora pública de Planalto, no sudoeste do Paraná, é investigada por suspeita de emissão e uso indevido do cartão 'Comida Boa' do governo estadual, de acordo com a Polícia Civil.

Uma operação na terça-feira (7) cumpriu mandados de busca e apreensão no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade e também na casa da servidora que não teve nome divulgado.

Conforme a polícia, a investigação teve início após uma beneficiaria afirmar que demorou para receber o cartão que prevê valor mensal de R$ 80 para famílias em situação de vulnerabilidade social. Ao tentar realizar uma compra, a vítima descobriu que o cartão estava sem saldo.

"Eu recebi o cartão com o envelope aberto, com um colante em cima do endereço. Baixei o aplicativo do cartão e o cartão já tinha sido usado. Só que o cartão tinha sido usado na data anterior ao que a minha mãe tinha pegado", afirmou a vítima que preferiu não ser identificada.

Através do aplicativo do programa, foi possível verificar os locais onde o cartão foi usado. Com isso, a polícia solicitou imagens dos locais e constatou que as compras foram realizadas pela servidora.

Cartões na casa da servidora estavam em envelopes abertos, diz polícia

A Polícia Civil afirmou que durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa da servidora, foram encontrados dezenas de cartões com envelopes abertos, alguns com notas de compras junto aos cartões.

Conforme a polícia, isso evidência o relato da vítima que denunciou o caso e que a recorrência do crime pode ser maior do que se suspeitava inicialmente.

Agora a polícia investiga outros 30 cadastros de beneficiários do programa para saber se eles tiverem valores desviados pela servidora.

Se comprovadas as fraudes no uso do cartão, a servidora responderá pelo crime de peculato, que é a uso indevido de dinheiro, valores ou bens móveis, públicos ou privados, por parte de funcionário público em posse desses recursos devido ao cargo.

A pena para esse crime varia de dois a 12 anos de prisão, além de multa.

A Prefeitura de Planalto afirmou que está levantando dados sobre o caso e que se manifestará em breve.

Fonte: g1/Foto: Divulgação/AEN


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