PF realiza operação contra corrupção em municípios do Paraná - Mais FM 100.5.

120 agentes cumprem 28 mandados judiciais na Operação Jaborandi contra prefeitos, servidores públicos e empreiteiros suspeitos de fraudar licitações.

Fonte: CNN/ GMC/ Foto: Polícia Federal

Polícia Federal (PF) realiza nesta terça-feira (26) uma operação que investiga crimes de corrupção em municípios do Paraná e do Pará.

Cerca de 120 policiais federais cumprem 28 mandados judiciais na Operação Jaborandi, que investiga prefeitos, servidores públicos e empreiteiros em 6 municípios do Paraná (Umuarama, Boa Vista da Aparecida, Perobal, Três Barras, Santa Helena e Guaíra) e um do Pará (Uruará).

A operação é uma continuação da investigação iniciada há cerca de um ano após denúncias de que empreiteiros se reuniam com chefes dos poderes executivos locais para fraudar licitações envolvendo obras nos municípios.

Segundo a PF, ao longo das investigações foram identificadas ao menos duas organizações criminosas “estruturalmente ordenadas e com atuações bem definidas” que se reuniam com anuência dos prefeitos para direcionar licitações, superfaturar valores e, posteriormente, pulverizá-los entre os agentes públicos e empresários que participavam do esquema.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, fraude ao caráter competitivo de procedimento licitatório, organização criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem chegar a 62 anos de reclusão.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Jaborandi investiga duas organizações criminosas sob a anuência e coordenação dos prefeitos de Boa Vista da Aparecida (PR) e Umuarama, atualmente afastado do cargo, que superfaturavam o valor de licitações.

Os grupos se reuniam com empresários para direcionar licitações de obras públicas. Cinco licitações foram alvo das investigações durante um ano. A suspeita é de que o valor do contrato era superfaturado, a obra era executada por menos e o que sobrava era rateado entre os integrantes.

O delegado Mateus Marins Correa de Sá explica que em uma licitação com indício de fraude envolvia até um disk-chopp. “As investigações iniciaram há aproximadamente um ano e, ao longo desse período, as equipes se depararam com fortes indícios de crime em pelo menos cinco licitações que ocorreram nesses municípios. Trata-se de dois grupos criminosos, envolvendo empreiteiros, agentes públicos e políticos da região, que se uniam com o intuito de direcionar as licitações, utilizar quantitativos menor do que o previsto em contrato e ao final pulverizar os valores obtidos de forma ilícita entre os integrantes. Em uma das licitações, por exemplo, o objeto licitatório era uma pavimentação urbana e uma das empresas concorrentes era um disk-chopp”, detalha.

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